Artigo: André Lemos / Julio Valentim
As redes sem fio hoje é uma realidade. Coisas que antes só eram possíveis em filmes de Hollywood transformaram-se em cotidiano de grande parte da população mundial. As cenas onde o mocinho consegue buscar dados pessoais, se localizar através de um “Google earth” da época ou até trocar e-mails com informações sigilosas somente com um aparelho portátil que cabe em sua mão, na atualidade viraram a realidade de muitas pessoas. E muito mais que realidade, também é uma necessidade, quase que insubstituível.
No Brasil a tecnologia wireless (redes sem fio) tem evoluído de acordo a proporção de demanda. Os celulares que são os principais aparelhos de comunicação sem fio no Brasil, que vão além da simples conversação, (podendo ser utilizado com os SMS, MMS, dentre outros), deram praticamente um salto no período de quatro anos. Os dados de 2005 mostram a quantidade de celulares ativos no país de 76.578.970, enquanto em fevereiro de 2010 os números passam dos 176 milhões. Com a internet móvel como aliada os celulares ainda ganharam o bate-papo instantâneo, como Messenger, para mais uma ferramenta de comunicação do aparelho.
Os computadores móveis têm ganhado seu espaço também no Brasil. Os Laptops, palms, net books, Mac books, entre tantos outros, sendo o mais recente o IPAD, vêm adquirindo um mercado forte no Brasil. Para atender as demandas desses “novos aparelhos” no cenário nacional, é necessária uma mobilidade também nas conexões. Surgem a partir dessas necessidades grandes investimentos no país em tecnologia Wireless com a criação de hotspots. É comum encontrarmos locais públicos com redes Wi-Fi, é notório que essas redes no Brasil ainda são poucas se comparada a países desenvolvidos. Porém, investimentos estão sendo feitos em cidades pequenas para teste, com objetivo de ampliar a tecnologia wireless para as ruas, metrôs e estações de ônibus, expandido assim, para além de locais fechados. Realidade já existente em outros países.
As redes sem fio têm importante aspecto social, podendo mobilizar pessoas ou até mesmo difundir informações em questão de minutos ou até segundos. Com a mobilidade de informações, agregar indivíduos em um curto espaço de tempo fica bem mais práticos que a alguns anos. Dois exemplos citados no artigo mostraram essa importância, através da utilização dos smart mobs para manifestações nas Filipinas e Espanha. No primeiro caso, a mobilidade contribuiu para a deposição do presidente Estrada, e no segundo, a derrota do partido da situação, ocorrendo depois do atentado a Madrid em 2004.
Desse modo concluímos que as redes sem fio em breve, muito breve, serão tão comuns e tão necessárias quanto os celulares hoje. É bem verdade que ainda existe muito a se investir, porém, haja vista o avanço do país em telefonia móveis no curto espaço de tempo, não é de surpreender o Brasil expandir as redes sem fio também. O consumidor provou que é adepto a essa tecnologia, os investidores aprovam o retorno, o mundo globalizado exige isto, então, agora é só aguardar, quem sabe na próxima postagem eu já posso está conectado de uma praia, devido a uma torre Wi-Fi pública. ;)
Paulo Henrique Bonfim
terça-feira, 6 de abril de 2010
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